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"Voar África" com a outra metade : Candy e Peli

por A Outra Metade do Mundo, em 31.08.13

«Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho» Clarice Lispector

 

 

 

«Grande viagem Candy. Adorava sobrevoar África assim. Não precisas de uma assistente? - Aquilo é trabalho Alex! Mas num cenário maravilhoso.»


Já passaram cerca de quatro anos desde que a Candy e eu trocámos estas palavras num dos jantares de pinguins que vamos realizando, com regularidade, desde que em 2005 o continente branco nos apresentou.   

 

Esta viagem nunca fez parte da minha lista. É daquelas que considerava impossível. Por isso a alegria, assim que recebi o convite e me disseram que a Candy e o Peli * iam fazer uma reportagem sobre a expedição, foi múltipla.

 

 

Não só ia voluntariar em África, sobrevoar Moçambique mas também teria a possibilidade de acompanhar, bem de perto, o trabalho de uma das duplas mais premiadas da TV portuguesa. Lindo!

 

 

Só vos quero dizer que chegaram ao aeroporto da Portela tipo Karen Blixen quando partiu para o Quénia, em 1914. Mas desta vez os baús eram metálicos e de fibra. O Peli lá ia dizendo que esta máquina era mais leve e mais pequena, mas não parecia nada. Achei que se iam mudar para África. E aquela parafernália de câmaras, lentes, cabos, suportes, filtros, leitores, carregadores, baterias, mono-pé e o caderninho da Candy, saiam todos os dias à rua. 

 

Trabalharam que se desunharam e sempre em harmonia.

 

 

A Candy e o Peli gostam de estar atrás da cortina e não há nada que eu possa acrescentar, sobre o trabalho de ambos, que Portugal não conheça.

 

Mas tenho um pedido. Não me voltem a dizer que esta malta anda sempre em passeio e depois filma umas coisitas que eu não vou tolerar. 

 

 

 

Para a história desta expedição ficará “Voar África - A Expedição” mas também o exemplo que a Candy e o Peli deram a todo o grupo sobre o que é a solidariedade e o trabalho em equipa. 

 

São os maiores!

 

 

 

 

* call-sign de Cândida Pinto e Jorge Pelicano, digo eu

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publicado às 22:28

Subir ao Castelo S. Jorge fica mais fácil

por A Outra Metade do Mundo, em 31.08.13

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publicado às 18:16

Fotografias do Sul de África em Lisboa - termina amanhã

por A Outra Metade do Mundo, em 31.08.13

Foto de Tatiana Macedo

 

Duas exposições no edifício sede da Fundação Calouste Gulbenkian que terminam amanhã: Present Tense e 9ª Edição dos Encontros de Fotografia Bamako

Entrada gratuita entre as 10:00 e as 18:00

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publicado às 16:07

"Voar África": com o Venice

por A Outra Metade do Mundo, em 30.08.13

 

«A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem.» Oscar Niemeyer.

 

 

 

 Já voava com o Venice antes da expedição ter chegado a África. Mas só em sonhos.

 

Durante algumas semanas, na fase da preparação, todos os dias falávamos por telefone e quase sempre mais que uma vez. Os horários não eram os mais recomendáveis. Sete da manhã, meia-noite, uma da manhã. No meio da conversa o Venice lá me ia dizendo - "É pá, já fui e vim a São Vicente e amanhã vou a Paris, logo cedinho, tratem lá disso". Ou - "vou sair de Londres agora e vou dormir a Munique, esta noite, mandem-me as propostas por e-mail". Eu pensava cá para mim, sim, sim eu também fui e vim a Alcântara, e de Volvo de cor amarela, e antes ainda deu para passar no Chiado.

 

E quando dei por mim já estávamos em Maputo, quase prontos para descolar. E foi logo aí que tive a certeza que não ia voar com o Venice.

 

Tínhamos todas as autorizações para partir. Começou a azáfama de preparar os aviões, carregar materiais, andávamos todos a mil e o Venice ainda estava às voltas com os vinis, que colocávamos a cada etapa. Lá fui ver se podia dar uma mão, mas o problema é que a risca azul do avião tinha que ficar alinhada com a terminação do azul do logo porque a estética e … desisti.

 

O Venice é um Artista! E intui que aquilo era mais do que um avião. Seria um camarim ou um palco para aqueles concertos intimistas, só para a comunicação social ou para amigos. O meu lugar não era ali.

 

Afinal sou Benfiquista e por isso represento o povo!

 

Arranjei-lhe logo um refrão:
Eh – sexy lady oh, oh, oh, oh é o Venice a voar com Style (ritmo de Gangnam style. Com coreografia e tudo)

 

Pensei no The Artist que agora é Prince outra vez, e não havia dúvida. O Venice era a Estrela da Companhia.

 

Não! Não, não tou a falar em sapatinho de salto alto e em fatinhos cintados com lantejoulas. O Venice é bushpilot e sabia onde estava.
Estava sempre bem. De botifarras todo o terreno, calçãozinho à maneira, com o seu casaco soviético e o seu chapéu africano.

 

Quando entrava no camarim, o chapéu transformava-se num lenço, ora vermelho, ora preto, com uns floreados, assim amarrado à cabeça tipo Rock Star.

 

Repetir Refrão, por favor:

Eh – sexy lady oh, oh, oh, oh é o Venice a voar com Style (ritmo de Gangnam style. Com coreografia e tudo)

 

O Venice é baterista mas não sei se é disso que ele gosta. Durante a viagem senti-o várias vezes a aquecer a voz:

Oh Nikitaaaaaaaaaaaaaa, oh Misterrrrrrrrrrrrrrrrrr, Ólha ó Statussssssss e nós, nos outros aviões, que não podíamos tirar os headsets lá íamos reduzido o volume.

 

Só mais tarde entendi que era por uma boa causa, pois deu um concerto para o povo.

O reportório é que não foi grande coisa.

 

Ouvi logo, em back vocals, o comentário preferido da minha sobrinha Carolina: “Tia, prá malta da tua geração parece que depois dos anos 80 e 90 a música acabou. Dééé. Actualizem-se”

 

Foi um crime! A paisagem era deslumbrante e requeria uma música Africana que o Venice também ouve.

 

Mas por artes de magia, talvez africana, aconteceu um Déjà vu.

 

Começámos a mandar garrafas e copos para o palco, tudo isto mentalmente, e o Axel, desculpem, o Venice saiu de cena. Uff que sossego.

 

 

O nosso Artista também tinha uma mascote. Mas sobre o Honey Badger não quero dizer muito, pois quando o vi já estava embalsamado e colocado numa vitrina de museu.

 

No Alto Molócuè, o nosso Artista teve finalmente um banho de multidão. Na verdade teve ele e os outros treze, mas isso agora não importa.

 

É que o Venice a falar com as multidões não desilude. Faz-nos sonhar e afinal é o sonho que comanda a vida.

 

Artista esta é para ti:

«A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.» Charlie Chaplin

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publicado às 20:45

"Voar África": com o Carlutxi

por A Outra Metade do Mundo, em 29.08.13

"A felicidade é a ausência do medo" - Eduardo Punset

 

 

 

Durante toda a expedição, apenas voei com o Nikita, com o Piu e com o Comandante. Por isso, na realidade, não voei com o Carlutxi - call-sign do piloto Carlos Rebello da Silva. Mas tive-o muitas vezes debaixo de olho. 

Na primeira perna esteve coladinho à minha janela, desfrutando as paisagens africanas e tirando fotografias.

 

 No aeroporto Sir Seretse Khama em Gabarone, no segundo dia, pensei que voar com o Carlutxi devia ser um grande carnaval. Logo pela manhã, ainda eu não estava bem acordada, já o avião estava em festa e com direito a enfeites especiais e tudo.


Mas à medida que a expedição foi avançando, o semblante do Carlutxi foi mudando e, no fim da expedição, até parecia um trovão.

 

Pensámos ir a um curandeiro local, logo depois de Gabarone, mas foi o Carlutxi que lhe quis dar mais uma oportunidade.
Só que o Do it Your Xelf foi abusador. Não entendeu a mensagem de confiança. Pensou que a vitória estava no papo e começou uma luta entre máquina e ser humano, convencidíssimo de que ia levar a melhor.

 

E foi mostrando, dia após dia, que era ele, o Do it Your Xelf, que tinha a última palavra.

Mas enganou-se!

 

Ainda hoje não sei se foi do mussiro da Ilha do Ibo ou do petisco gourmet, com muitas patas, que comeu em Livingston.  Mas, já mesmo no último dia da expedição, o Do it Your Xelf começou com as suas birras. O Carlutxi não foi de modas.

Avisou a malta toda e zás!

Deixou-o morrer na praia.

Ah Leão!

 

 

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publicado às 18:25

"Voar África": com O Comandante

por A Outra Metade do Mundo, em 28.08.13

«In a gentle way, you can shake the world Mahatma Gandhi

 

 

 

- "Pinókio?! Não sei explicar … mas Pinókio … . Bem sei que Piu, Nikita … mas Pinókio. Não o consigo tratar por esse nome, Rita. Não está com nada!"

 

- "Ainda se fosse Geppetto", ripostou logo a Rita. "Vais ver! Ele é super inteligente".

 

Foi logo depois do primeiro jantar, já em Maputo, que tivemos esta conversa e, a Rita e eu, tomámos logo uma decisão. Para nós seria "O Comandante".

 

Ainda ouvimos umas bocas nos primeiros dias: “Comandante? Ele é o Pinókio! Nós somos todos comandantes! Também lhe chamam Cocuana*, se gostarem mais!”

 

Mas nós já tínhamos decidido e para nós era "O Comandante" e assim foi, e é, e será.

 

O avião do Comandante era muito concorrido. Todos os que não pilotavam queriam voar com ele. Fui esperando, esperando e em Pemba lá chegou a minha vez. A partir daí colei-me como uma lapa, e nunca mais de lá saí.

 

Voei com o Comandante – o nosso call-sign para o piloto Pedro Gaivão, entre Pemba e Maputo. Foram no total 12 pernas, na companhia da Rita, depois da Leonor e na última perna com o Alfredo e a Leonor.

 

Naquele avião tudo era diferente. Começando pelo painel frontal, que parecia ser de madeira exótica, num tom castanho-escuro.

O GPS também devia ser muito bom!

 

O Comandante lá ia seguindo a rota, movendo o ecrã táctil e partilhando tudo connosco - o nome dos rios, das terriolas, das pistas que iam aparecendo, alguma curiosidade sobre a zona, sobre outros voos que por ali tinha feito.

Falou-nos da família, dos tempos em que pilotava helicópteros por aquelas geografias, de como era fácil parar o helicóptero na praia, dar um mergulho e continuar viagem. Era o piloto que mais falava connosco e não só sobre aviação. E nós deliciadas. Pois o Comandante é um gentleman. Se fosse britânico já seria um Sir, de certeza.

 

 

Mas não pensem que falávamos muito dentro do avião. Estávamos ali para voar!

 

E o Comandante gosta muito, muito de voar.

 

Ele eram rapadas, formações arrojadas, mas sempre com muita preocupação para não assustar as populações, descolagens e aterragens para filme e as dicas preciosas para os outros pilotos, fundamentais em todas as situações de emergência que tivemos.

 

O Comandante foi sempre exemplar nas comunicações com as torres de controlo, nos diferentes aeroportos, mas também nos contactos com as populações.

 

O líder da comunidade de Kwai River recebeu-nos quando visitámos a escola. À nossa chegada esticou logo a mão, numa direcção precisa. Ia cumprimentar um de nós, em representação de todo o grupo. Claro está. O eleito só podia ser o nosso Comandante Cocuana.

 

Foi o melhor guia que pudemos ter durante a expedição. O Comandante é um Africano e foi Maningue Nice** voar com ele.

 

* Termo de respeito para com pessoas mais velhas. Do ronga kokwana. Dicionário Porto Editora online

 

** Se não conhece a expressão, recomenda-se viajar para Moçambique ou conviver com Moçambicanos, com alguma urgência

 

 

 

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publicado às 20:00

"Voar África": com o Nikita

por A Outra Metade do Mundo, em 27.08.13

«Perder-se também é caminho» Clarice Lispector

 

 

 

« Xaninha, tudo bem aí atrás? Diz qualquer coisa.»

 

O meu baptismo de voo, nesta expedição, foi com o Nikita - call-sign do piloto Ricardo Costa Motta. Voámos sempre com o 6º piloto, o Chilli - call-sign do piloto Miguel Freire da Cruz.


No total foram 5 pernas, entre Maputo e Khwai River, no Delta do Okavango, Botswana.

Éramos todos novatos na expedição, por isso formámos logo uma equipa.

 

Houve direito a briefing inicial sobre o nosso avião, o ZS-JOE, dado em conjunto pelo Nikita e pelo Chilli. Explicaram-me tudo, tudo, tudo. Verificámos os headsets, testámos as comunicações e aprendi logo que só podia entrar e sair pisando as zonas pretas da asa. Adivinharam logo que eu era uma anarca.

 Eles falavam sempre. Sobre os detalhes do voo, sobre a velocidade, a distância para o destino, a altitude, sobre o sol, sobre se havia antenas, sobre o sol que andava sempre à nossa frente, sobre o vento de cauda, sobre o pôr-do-sol que nos fazia chegar já de noite e eu, lá atrás, não tirava os olhos do chão, pois estava novamente em África e queria ver tudo. Tinha fome de África!

 

O nosso era o avião gourmet. Tivemos sempre uma grande preocupação com os comes e bebes, ter muita água a bordo, pastilhas, fruta e tomámos muitas vezes o pequeno-almoço durante o voo.

 

Como o avião ia a abarrotar, tínhamos que fazer uma ginástica especial para os nossos piqueniques e sempre que o Chilli, o fotógrafo oficial da expedição, via algo digno de registo.

 

Mas giro, giro, era quando o nosso JOE ganhava gás e nós desaparecíamos, em grande velocidade, e só parávamos quando uma voz, vinda lá bem do fundo dos headsets, perguntava: Nikitaaaaaaaaaaa! Onde é que estás?

 

Voar no JOE com o Nikita e o Chilli foi sempre uma alegria.

 

Mais tarde, já em terras Moçambicanas, o Nikita foi também eleito, por mim, o melhor DJ da expedição.

Imaginem o cenário: uma praia de areia fina, só para o nosso grupo, uma fogueira, a lua cheia e o melhor som do mundo, os U2.

 

It's a beautiful day / Sky falls, you feel like / It's a beautiful day / Don't let it get away / You're on the road / But you've got no destination

 

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publicado às 17:14

"Voar África": com o Piu

por A Outra Metade do Mundo, em 26.08.13

« All children are artists. The problem is how to remain an artist once you grow up.»  Pablo Picasso                                                                 

 

 

« Ritinha, Alex, os cintos estão apertados? Vamos embora!» Piu

 

Voei com o Piu - call-sign do piloto Eduardo Maya, sempre na companhia da Rita. Foram 10 pernas entre Khwai River, no Delta do Okavango, e o voo de regresso da Ilha do Ibo, em Moçambique. 

 

O Piu está no cockpit como em casa. Durante os voos pensei sempre que ele devia ter nascido e crescido dentro de um avião. Pois eram, ele o os aviões, farinha do mesmo saco.

 

 

Relaxado, bem-disposto e sempre divertido, deixava transparecer a ideia de que tudo aquilo era muito fácil.

 

No avião necessitava de ter pouca coisa à mão – os óculos de sol, o passaporte e o GPS, e creio que nada mais. Quase não comeu, mesmo nos voos mais longos, e também não bebia muita água. É um todo-o-terreno. 

 

No avião do Piu respirava-se liberdade.

 

O peso e o espaço, dentro dos aviões, desafiaram-nos ao logo de toda a expedição mas no avião do Piu havia sempre lugar para mais umas caixas, cadernos ou bolas.

 

Solidário, estava sempre disponível para apoiar no que necessitássemos. Na mecânica, nos planos de voo, nos contactos com a Sky Africa, mas também apoiava aquelas tarefas consideradas menores, que normalmente eram as nossas, como descarregar cerca de 1700 kgs de mercadoria a correr e voar-nos, em seguida, para a Ilha do Ibo para regressarmos antes do pôr-do-sol.

 

Nesse fim de tarde, já noite, voltou a ser o último a descolar da Ilha do Ibo. Mais problemas técnicos noutro avião. Trocaram-se baterias, foram-se buscar cabos à vila, mas nada resultou.

 

Acabaram por ficar lá uns companheiros e nós descolámos, apenas, com a ajuda da lua e de um jipe que iluminava o início da pista. Aprendi, nessa altura, que o difícil é aterrar de noite sem iluminação. Descolar não tem problema!

 

Quando já sobrevoávamos o cristalino mar do Arquipélago das Quirimbas, que na ocasião nem se via, tal era a escuridão, o Piu respirou fundo e, com um sorriso, olhou na nossa direcção deixando escapar “Desta já nos safámos”.

 

 

 

 

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publicado às 16:00

"Voar África": rota voada

por A Outra Metade do Mundo, em 26.08.13

 

  «Here I am, where I am supposed to be» 

                                                              Karen Blixen, Out of Africa

 

 

17 dias de expedição | 5 países | 5 aviões | 3.700 milhas náuticas* | 2.3 toneladas de material escolar e desportivo | 16 pessoas

 

“Voar África – A Expedição” é uma Grande Reportagem, dividida em 5 capítulos, e será emitida diariamente de 26 a 30 de Agosto de 2013, no Jornal da Noite da SIC. 

 

Uma reportagem de Cândida Pinto e Jorge Pelicano (imagem) , com edição de imagem de Ricardo Tenreiro e grafismo de Paulo Alves.

  

 * 3700 MN = 6860 Kms. Apenas os pilotos efectuaram as pernas Brakpan Benoni - Kruger Mpumalanga - Maputo e Maputo -  Kruger Mpumalanga - Brakpan Benoni, tenho voado cerca de 4196 NM ,o equivalente a 7770 kms
 
Imagem de Miguel Cruz
 

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publicado às 11:17

"Voar África": o convite

por A Outra Metade do Mundo, em 25.08.13

«Temos a liberdade de ir. Temos a liberdade de não ir. Eu escolho ir.

                                    Nunca me arrependi».

                                                                                  Raquel Ochoa

 



Parecia uma partida do dia das mentiras, mas o convite era verdadeiro e irrecusável: participar, como voluntária, numa expedição aérea por vários países africanos, que levaria materiais escolares e desportivos a populações que ficam em lugares de difícil acesso.

 

Seria uma première pois nunca antes tinha viajado para África apenas em voluntariado. O período em que a expedição decorreria coincidia, na quase totalidade, com as férias que já tinha planeado. E, para facilitar a decisão, entre a data do telefonema, segunda semana de Abril, e a partida, a 10 de Junho, as nossas tarefas seriam todas desempenhadas em regime pós-laboral. 

 

A resposta só poderia uma. SIM.

 

As tarefas foram inúmeras e quase sempre ligadas à logística dos materiais e de todas/s as/os voluntárias/os, à gestão financeira e ao contacto com patrocinadores e outras entidades, em Portugal e em África. Apesar da expedição já ter terminado no terreno, ainda continuamos a voluntariar para fecharmos os últimos assuntos pendentes.

 

Têm sido meses intensos, com os seus altos e baixos, próprios de uma expedição aérea, sempre percorridos na companhia de duas amigas que ficarão para a vida, a Filipa Carriço e a Rita Casimiro.

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publicado às 22:00

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